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Projeto anti-tabagismo beneficia colaboradores


Em 25/04/2008 às 09h25

O Hospital do Câncer de Muriaé está colhendo os seus primeiros frutos com o programa anti-tabagismo, iniciado em novembro do ano passado. A idéia surgiu durante a SIPAT de 2007, com o objetivo de auxiliar os colaboradores que quisessem parar de fumar, oferecendo todo suporte.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

Tudo começou através de uma prova da gincana. A idéia cresceu, tomou forma e funcionou de verdade. Desde o final do ano, os colaboradores inscritos no programa tiveram acompanhamento psicológico, médico e de um educador físico para abandonarem o hábito de fumar.

O hospital contribui não só com a disponibilidade dos profissionais, mas também com toda a parte de medicamentos gratuitamente cedidos e um desconto de 85% na academia conveniada para o programa.

O grupo de colaboradores tinha reuniões semanais. Com o passar do tempo elas se tornaram quinzenais e agora são mensais. Durante as reuniões o grupo trata de assuntos pertinentes e realiza atividades que colaboram com o tratamento.

Até agora três colaboradores já conseguiram parar de fumar completamente, um deles já era fumante há 24 anos.

“O programa dá resultado se levado a sério e tenho passado dia-a-dia sem o cigarro, até hoje. A cada dia encaro um novo desafio”, afirmou José Maria.

Os que ainda não conseguiram abandonar o vício diminuíram consideravelmente a quantidade de cigarros consumidos por dia, um grande passo rumo a um objetivo maior.

 

Tabagismo no mundo

 

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar.

O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).

 

Fontes:
BANCO MUNDIAL, <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />1999. A epidemia do tabagismo: Os governos e os aspectos econômicos do controle do Tabaco. The World Bank, agosto.


Doll R, Peto R. 9ª Conferência Mundial sobre Tabacco e saúde. Paris, 1994.


Doll, R. & Peto,R.; Wheatley K, et al. Mortality in relation to smoking: 40 years’observations on male. British Doctors. BMJ, 309: 301-310, 1994.


International Agency of Reaserch in Cancer (IARC). Environmental Carcinogens mathods of analysis and exposure measurement. Passive Smoking. Vol 9, Scientific Publications n.31, Lyon, France 1987.


Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Instituto Nacional de Câncer - INCA, Falando sobre Tabagismo. 3ª edição, 1998.


MINISTERIO DA SAÚDE. Instituto Nacional de Câncer/Fundação Getúlio Vargas. Cigarro Brasileiro. Análises e Propostas para Redução do Consumo. Rio de Janeiro, 2000.


Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Instituto Nacional de Câncer - INCA. Estimativas da Incidência e Mortalidade por Câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2002.


ROSEMBERG, J. Pandemia do tabagismo – Enfoques Históricos e Atuais São Paulo – SES, 2002.


U.S. Department of Health and Human Services. The health consequences smoking: a report of the Surgeon General. Washington DC; U.S. Government Printing Office, 2004.


World Health Organization. World no-Tobacco Day. Tobacco and poverty: a vicious circle, 2004.


World Health Organization (WHO). Tobbaco Free Iniciative. http://www.who.int/tobacco/en

 

 

Texto retirado da página do INCA – www.inca.gov.br

 

 

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