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16/02/2018 - 13h43m

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Para que as pessoas possam ter mais consciência sobre o uso de bebidas alcoólicas e seus malefícios, o dia 18 de fevereiro é lembrado como o "Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo". Uma dúvida muito comum é se o consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de desenvolver um câncer. E a resposta é positiva. A relação entre o álcool e o câncer tem sido avaliada no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), por meio de estudos, que estabelecem uma associação epidemiológica entre a ingestão da bebida e a doença na cavidade bucal e no esôfago.

Efeitos do álcool
Além de ser agente causal de cirrose hepática, o alcoolismo está relacionado a 2-4% das mortes por câncer. O álcool tem ainda a capacidade de alterar o sistema nervoso central, podendo modificar o comportamento de quem faz o uso da bebida. Por ter um efeito prazeroso, induz à repetição, podendo levar a dependência.

Os efeitos variam de acordo com a rapidez e a freqüência com que é ingerido, com a quantidade de alimentos consumidos durante a ingestão de bebidas alcoólicas e com o peso da pessoa. Ao entrar no corpo humano, atinge rapidamente a corrente sanguínea e provoca, mesmo que em doses pequenas, a diminuição da coordenação motora e dos reflexos, o estado de euforia e a desinibição.

De acordo com o Inca, o conselho para as pessoas que optarem por ingerir a bebida é que limitem o consumo para menos de dois drinques por dia para homens e menos de um para mulheres. Mulheres grávidas, crianças e adolescentes não devem ingerir bebida alcoólica.


Tipos de Câncer relacionados ao Álcool:
- Câncer de boca e orofaringe
- Câncer de faringe
- Câncer de laringe
- Câncer de esôfago
- Câncer de fígado
- Câncer colorretal
- Câncer de mama
- Câncer do pâncreas

Risco
A forma exata de como o álcool aumenta o risco de câncer ainda não é totalmente conhecida. Pesquisas mostram que, na verdade, podem existir várias maneiras diferentes que levam a isso.

O álcool pode atuar como um irritante, danificando tecidos especialmente na boca e na garganta. As células prejudicadas podem tentar se reparar, o que pode levar a alterações de DNA delas, podendo, eventualmente, terminar no desenvolvimento de um câncer, devido à produção desordenada de células. O álcool e seus derivados podem também danificar o fígado, levando a inflamação, reparação e cicatrização. Ao tentar se reparar, as células do fígado podem adquirir erros em seu código genético.

Além disso, o consumo de bebida alcoólica pode levar a diminuição dos níveis de ácido fólico, uma vitamina necessária para que as células do corpo se mantenham saudáveis. O álcool pode levar o organismo a não conseguir absorver a quantidade exata de ácido fólico dos alimentos.

Fonte: hcancerbarretos.com.br